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Novo PAC dribla necessidades da agenda de clima, diz entidade civil

A análise aponta que petróleo e gás levaram 61% dos investimentos previstos em transição e segurança energética

Aldem Bourscheit, do ((o))eco
#MEIO AMBIENTE16 de set. de 231 min de leitura
Plataforma de petróleo em meio ao Atlântico. Novo PAC destina R$ 273,8 bilhões para petróleo e gás. Foto: Marinha do Brasil / Creative Commons
Aldem Bourscheit, do ((o))eco16 de set. de 231 min de leitura

Simultaneamente à previsão de aportes em transição ecológica e sustentabilidade ambiental, o pacote de investimentos lançado pelo governo, de R$ 1,4 trilhão até 2026, direciona grande quantidade de recursos para combustíveis fósseis, que ampliam a crise climática global. 

O eixo de transição e segurança energética do novo PAC soma R$ 449,4 bilhões, distribuídos nos próximos três anos. Desse total, R$ 273,8 bilhões (61%) são destinados a petróleo e gás. 

O valor é mais de 13 vezes maior do que o previsto para combustíveis de baixo carbono nesse mesmo eixo, aponta uma análise da iniciativa Política por Inteiro, do Instituto Talanoa de Políticas Climáticas. 

“O PAC se preocupa com os efeitos da mudança climática, mas mantém ênfase exagerada em investimentos em fontes fósseis de energia, que são grandes emissores de gases de efeito estufa”, descreve o trabalho. 

As contradições se aprofundam quando, segundo a análise, o governo cita claramente a facilitação do licenciamento ambiental na área de petróleo e gás. Confira aqui a íntegra da análise.

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